João Cóser

verbo encarnado • corpo que anuncia 

Nasci onde o mangue toca a terra, e carrego no corpo a memória do sal, da carne e daquilo que insiste em permanecer. Meu corpo é arquivo. Minha prática nasce do gesto, da matéria e da escuta, atravessando camadas: a pele que sente, o que se veste, o espaço que abriga, os vínculos que nos atravessam e o mundo que nos sustenta. Trabalho com o vermelho como latência, o branco como intervalo e o azul como território em deslocamento. 

Fotografia, vídeo, performance, instalação e escrita se articulam como modos de pensar o corpo em relação — com a memória, com o espaço, com o outro e com o ambiente. O que crio emerge de processos lentos: um fio tensionado, um gesto repetido, uma imagem que respira entre o visível e o invisível. As obras não se oferecem como respostas, mas como presenças, campos de encontro onde matéria, gesto e tempo se organizam como experiência. 

 Seja bem-vindo a este espaço de atravessamentos.